Em um movimento que pode impactar significativamente as relações comerciais entre os Estados Unidos e a Índia, o presidente Donald Trump anunciou a revogação de uma tarifa punitiva de 25% sobre todas as importações indianas, que havia sido imposta devido às compras de petróleo russo por Nova Délhi.
Entendimento Comercial com a Índia
O decreto foi assinado na última sexta-feira e segue um acordo comercial previamente anunciado por Trump, que tinha como objetivo diminuir as tarifas dos EUA sobre produtos indianos, reduzindo-as de 50% para 18%. Em contrapartida, a Índia se comprometeu a interromper suas compras de petróleo da Rússia, além de trabalhar na redução de barreiras comerciais.
Dependência Energética da Índia
A Índia é altamente dependente de importações de petróleo, que atendem a cerca de 90% de suas necessidades energéticas totais. A aquisição de petróleo russo a preços mais baixos se tornou uma estratégia para minimizar os custos de importação, especialmente após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022, que resultou em sanções ocidentais às exportações energéticas russas.
Redução nas Compras de Petróleo Russo
Recentemente, a Índia começou a reduzir suas importações de petróleo da Rússia. Segundo reportagens, em janeiro, o país importou cerca de 1,2 milhão de barris por dia, mas as projeções indicam uma queda para aproximadamente 1 milhão de barris por dia em fevereiro e 800 mil barris por dia em março.
Implicações do Acordo
A revogação da tarifa e o novo acordo comercial podem sinalizar um fortalecimento nas relações entre os dois países, ao mesmo tempo que refletem as complexidades da dinâmica geopolítica atual. A mudança pode beneficiar tanto a economia indiana quanto a americana, promovendo um ambiente de comércio mais cooperativo.
Conclusão
A decisão de Trump de revogar a tarifa punitiva parece ser uma tentativa de equilibrar interesses comerciais e geopolíticos. À medida que a Índia ajusta suas compras de petróleo, a expectativa é que essa movimentação possa facilitar um diálogo mais amplo e produtivo entre os Estados Unidos e a Índia nos próximos meses.
Fonte: https://www.moneytimes.com.br