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Ativistas processam Suécia por inação climática em nova tentativa

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Um grupo de ativistas ambientais anunciou na última sexta-feira (6) que entrou com uma nova ação judicial contra o governo sueco, alegando inação em relação às mudanças climáticas. Essa iniciativa ocorre após a rejeição de uma denúncia anterior pelo sistema judiciário do país no ano passado.

Histórico da Ação Judicial

O grupo, denominado Aurora, havia tentado levar sua primeira ação ao tribunal em dezembro de 2022. No entanto, em fevereiro de 2025, a Suprema Corte da Suécia considerou improcedente a denúncia, que foi inicialmente apresentada por um indivíduo e apoiada por mais 300 pessoas. Apesar do revés, a Aurora decidiu não desistir.

Novo Desafio Legal

Em sua nova abordagem, a Aurora argumenta que o Estado sueco tem a obrigação legal de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de maneira significativa e rápida. A ação foi protocolada no Tribunal de Distrito de Estocolmo e, segundo a organização, isso implica que as emissões de diversos setores devem ser reduzidas a zero até 2030, que é 15 anos antes das metas estabelecidas pelo governo sueco.

Advertências de Especialistas

Recentemente, a Agência de Proteção Ambiental da Suécia, juntamente com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), alertou que o país está em risco de não cumprir sua meta de emissões líquidas zero até 2045. Essas advertências reforçam a urgência da ação do grupo Aurora e suas reivindicações.

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Inspiração em Decisões Internacionais

Embora a primeira tentativa da Aurora não tenha obtido sucesso, a organização se inspira em decisões recentes de tribunais internacionais que trataram de questões climáticas. Em abril de 2024, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu que a Suíça não estava fazendo o suficiente para combater as mudanças climáticas. Além disso, uma decisão da Corte Internacional de Justiça em 2025 classificou como 'ilícito' o comportamento de países que violam suas obrigações climáticas.

Perspectivas Futuras

A porta-voz da Aurora, Ida Edling, expressou otimismo em relação ao futuro, afirmando que ainda há tempo para enfrentar as crises ambientais e construir um mundo mais seguro e justo. Ela enfatizou que a ação judicial é um passo crucial para pressionar países com altas emissões, como a Suécia, a respeitar suas responsabilidades legais e ambientais.

Com essa nova ação, o grupo demonstra sua determinação em buscar mudanças efetivas nas políticas climáticas suecas, na esperança de que a justiça possa forçar o governo a agir de acordo com as exigências climáticas globais.

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