A análise do comportamento das ações da Petrobras (PETR4) e do Banco do Brasil (BBAS3) em anos eleitorais revela um cenário de volatilidade acentuada no mercado brasileiro. À medida que se aproximam as eleições, os investidores se deparam com um ambiente mais instável, refletido nas flutuações das ações das estatais. Um estudo da Ágora Investimentos traz à tona dados importantes sobre essa dinâmica, comparando períodos eleitorais e não eleitorais.
Volatilidade no Mercado Brasileiro
Historicamente, os anos eleitorais apresentam uma volatilidade média superior àquela observada em anos sem eleições. De acordo com a pesquisa, a média de volatilidade do Ibovespa durante os anos eleitorais é de 23,93%, em comparação com 20,91% nos anos não eleitorais. Essa diferença de 3,03 pontos percentuais representa um aumento de 14,5% na instabilidade dos mercados durante os períodos eleitorais. Essa tendência é especialmente visível no segundo semestre do ano, onde a média de volatilidade sobe significativamente.
Análise Semestral: O Efeito do Calendário
No primeiro semestre, a volatilidade entre os anos eleitorais e não eleitorais se mantém quase equivalente, com uma leve vantagem para os anos eleitorais. No entanto, é a segunda metade do ano que revela um aumento notável na volatilidade, passando de 19,98% nos anos não eleitorais para 25,54% nos eleitorais. Esse comportamento ocorre conforme o calendário se aproxima das eleições, indicando que o clima de incerteza tende a aumentar à medida que o evento se aproxima.
Impacto em Banco do Brasil e Petrobras
A pesquisa da Ágora Investimentos também se debruçou sobre o desempenho específico de ações da Petrobras e do Banco do Brasil, identificando padrões distintos. No caso do Banco do Brasil, a volatilidade média nos anos eleitorais é de 40,74%, superior à de 36,55% nos anos não eleitorais, com um aumento que se acentua no segundo semestre. Essa tendência evidencia a pressão que fatores políticos exercem sobre o comportamento das ações da estatal.
Comportamento da Petrobras em Anos Eleitorais
Por outro lado, a análise da Petrobras apresenta nuances que merecem atenção. Embora a média de volatilidade nos anos eleitorais seja de 38,73%, inferior aos 42,38% registrados nos anos não eleitorais, é importante destacar a inversão no comportamento ao longo do ano. Nos anos eleitorais, a volatilidade começa mais baixa no primeiro semestre, mas aumenta consideravelmente no segundo semestre, indicando um prêmio de volatilidade concentrado na reta final do calendário eleitoral.
Conclusão: Expectativas para o Futuro
Diante desse panorama, a expectativa é de que a volatilidade das ações continue a ser um fator significativo para os investidores durante períodos eleitorais. A incerteza política pode impactar diretamente as decisões de investimento, levando a um comportamento mais cauteloso por parte dos investidores. Portanto, compreender as dinâmicas de volatilidade em anos eleitorais é crucial para aqueles que buscam navegar com sucesso nas flutuações do mercado.
Fonte: https://www.infomoney.com.br