O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ratificou a condenação por estupro do ex-participante do Big Brother Brasil, Felipe Prior. A decisão, proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca em 19 de dezembro, veio a público nesta terça-feira, 23, e estabelece uma pena de 8 anos em regime semiaberto, confirmando o entendimento de segunda instância. Ainda que a condenação tenha sido mantida, a defesa de Prior possui a possibilidade de apresentar recursos adicionais.
A Decisão Judicial e a Pena Imposta
A mais recente deliberação do STJ consolida a sentença para o ex-BBB, que inicialmente havia sido condenado a 6 anos de prisão em julho de 2023. Entretanto, em uma revisão posterior realizada em segunda instância no ano de 2024, a pena foi agravada para os atuais 8 anos a serem cumpridos em regime semiaberto. Esta etapa no Superior Tribunal de Justiça representa um marco significativo no processo, embora a defesa ainda possa recorrer a instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal.
Detalhes do Crime de 2014
O crime em questão, que levou à atual condenação, remonta a agosto de 2014. Após uma festa universitária na Zona Norte de São Paulo, Felipe Prior ofereceu carona à vítima e a uma amiga. Conforme informações da decisão de primeira instância, após deixar a colega em sua residência, Prior teria alterado o trajeto em direção à casa da vítima. Durante o percurso, ele teria realizado investidas e a levado para o banco de trás do veículo, onde o estupro ocorreu enquanto a vítima se encontrava em estado de embriaguez, conforme apurado pela investigação.
Outras Acusações e o Histórico Processual
O caso de 2014 não é o único processo envolvendo acusações de estupro contra Felipe Prior. O ex-BBB é, ou já foi, alvo de um total de quatro diferentes procedimentos judiciais. Desses, dois casos já resultaram em sua absolvição, sendo um deles em 2018. Um terceiro processo, relacionado a outro incidente ocorrido em uma festa universitária em 2018, ainda aguarda uma decisão final das autoridades. O quarto e último é o caso de 2014, cuja condenação foi agora confirmada pelo STJ.
Sigilo de Justiça e Ausência de Declarações
Devido ao segredo de justiça que envolve o processo no STJ, conforme informado pelo próprio tribunal à Jovem Pan, detalhes adicionais sobre o caso não puderam ser divulgados. Esta condição legal restringe o acesso público às informações, protegendo a privacidade das partes envolvidas. A assessoria de Felipe Prior também foi procurada para comentar a decisão, mas não houve retorno até o momento da publicação desta reportagem, mantendo o silêncio oficial por parte do réu ou de sua equipe jurídica.
A manutenção da condenação pelo STJ reafirma a decisão das instâncias anteriores e sublinha a seriedade das acusações. Enquanto a defesa ainda pode buscar vias recursais, o veredito atual representa um passo crucial no desfecho do processo judicial que envolve Felipe Prior, marcando um momento de grande relevância em sua trajetória legal.
Fonte: https://jovempan.com.br