Economia

Resultados do 4T25 da Vale (VALE): Desempenho Sólido e Ações em Alta

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A divulgação do relatório de produção e vendas da Vale referente ao quarto trimestre de 2025 trouxe resultados que afastaram as incertezas sobre a operação da empresa. Os números robustos, especialmente no minerador de ferro e nos metais básicos, foram bem recebidos pelo mercado, refletindo-se em uma alta de 2,24% nas ações da companhia, que atingiram R$ 86,80.

Resultados Operacionais e Impacto no Mercado

Os dados apresentados no relatório indicam um desempenho operacional consistente, que tranquiliza os investidores quanto à capacidade de entrega da mineradora. A produção de minério de ferro atingiu 90,4 milhões de toneladas, marcando um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora tenha havido uma diminuição de 4% na comparação com o trimestre anterior, atribuída à sazonalidade das chuvas.

Análise dos Analistas de Mercado

De acordo com os analistas do BTG Pactual, os resultados encerram as dúvidas sobre a execução da Vale. Eles destacaram que a mineradora superou as expectativas, entregando volumes acima do teto do guidance anual e mantendo os preços realizados de forma resiliente. A equipe de análise ressaltou a capacidade da empresa de manter um desempenho satisfatório em um trimestre sazonalmente mais fraco.

Desempenho nos Metais Básicos

O trimestre também foi positivo para os metais básicos. A produção de cobre alcançou 108,1 mil toneladas, representando um aumento de 6% em relação ao ano anterior e um salto de 19% em relação ao trimestre anterior. As vendas de cobre totalizaram 106,9 mil toneladas, destacando-se como um dos principais motores de crescimento da Vale.

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Desafios no Mercado de Níquel

Por outro lado, o níquel apresentou resultados mistos. A produção ficou em 46,2 mil toneladas, enquanto as vendas alcançaram 49,6 mil toneladas, refletindo uma estratégia de desestocagem ao final do ano. O preço realizado do níquel caiu para US$ 15.015 por tonelada, pressionado pelo excesso de oferta global, especialmente da Indonésia, o que continua a ser monitorado pelos analistas.

Perspectivas Futuras e Recomendações

As recomendações dos analistas variam, com o BTG Pactual reiterando a recomendação de compra, estabelecendo um preço-alvo de US$ 15 para o ADR da Vale. O Itaú BBA também mantém uma avaliação positiva, com uma expectativa de preço-alvo de US$ 14 para o ADR e R$ 75 por ação na B3. Por outro lado, a XP Investimentos adota uma postura neutra, sugerindo que parte do cenário otimista já está refletido nos preços atuais.

Conclusão

Os resultados do 4T25 da Vale demonstram um desempenho operacional robusto, com destaque para a produção de minério de ferro e um crescimento significativo na produção de cobre. Apesar de desafios no mercado de níquel, a empresa se mostra capaz de manter sua trajetória de crescimento e resiliência. As avaliações positivas dos analistas sinalizam uma confiança renovada na capacidade da Vale de navegar em um ambiente de mercado desafiador.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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