Na manhã desta terça-feira, 3 de outubro, a Polícia Federal, em colaboração com a Polícia Rodoviária Federal, deteve Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência. A prisão ocorre em um contexto de investigações que visam apurar práticas de corrupção e gestão fraudulenta relacionadas a investimentos feitos pelo fundo previdenciário dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.
Contexto da Renúncia e Ação Policial
A detenção de Antunes ocorre apenas uma semana após ele ter renunciado ao cargo de presidente do Rioprevidência. Sua saída foi precipitada por uma operação da Polícia Federal, que se concentrou em investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do fundo. A operação revelou indícios de desvio de recursos e corrupção, principalmente em relação a investimentos realizados no Banco Master.
Investimentos em Títulos de Alto Risco
Segundo informações da Polícia Federal, durante a administração de Antunes, o Rioprevidência aplicou quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master, que são consideradas de alto risco e não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As investigações envolvem nove operações realizadas entre 2023 e 2024, que colocaram em risco os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores públicos estaduais.
Alertas de Gestão Irresponsável
Em resposta às preocupações levantadas, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) proibiu em outubro de 2025 novas aplicações em títulos geridos pelo Banco Master. O TCE também emitiu um alerta formal sobre a gestão irresponsável dos recursos previdenciários, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de uma supervisão mais rigorosa sobre os investimentos realizados pelo fundo.
Desdobramentos e Futuros Investigativos
As investigações continuam em andamento, e a Polícia Federal ainda não divulgou informações sobre possíveis novas prisões ou outros desdobramentos do inquérito. O caso traz à tona a importância de uma gestão transparente e responsável dos recursos previdenciários, além de destacar a necessidade de medidas de controle mais rigorosas para proteger os interesses dos servidores públicos.
Conclusão
A prisão de Deivis Marcon Antunes simboliza um passo significativo no combate à corrupção e à má gestão de recursos públicos no Brasil. Enquanto as investigações prosseguem, a sociedade aguarda ansiosamente por esclarecimentos e ações que garantam a proteção dos direitos dos servidores e a integridade dos fundos previdenciários.
Fonte: https://www.infomoney.com.br