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Economia

Investidores animados com IPO do PicPay

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O PicPay, uma fintech brasileira controlada pela família Batista, fez sua estreia na bolsa Nasdaq nesta quinta-feira, 29 de setembro, após levantar US$ 434 milhões em uma oferta pública inicial (IPO). Este evento marca a primeira inclusão de uma empresa brasileira na bolsa norte-americana em mais de quatro anos.

Detalhes da Oferta Pública Inicial

Na abertura das negociações, os papéis do PicPay apresentaram uma leve alta de 0,21%, sendo cotados a US$ 19,04. Durante o dia, o valor das ações chegou a atingir US$ 19,95, o que representa um aumento de 5%. A empresa vendeu 22,86 milhões de ações a um preço fixo de US$ 19 cada, e a negociação ocorrerá sob o código PICS. A avaliação total da companhia foi estabelecida em aproximadamente US$ 2,6 bilhões, refletindo uma diluição de cerca de 21% para os acionistas existentes.

Contexto e Relevância do IPO

A listagem do PicPay é significativa não apenas por ser a primeira em um longo período, mas também por representar um retorno das empresas brasileiras ao mercado norte-americano. Fundado em 2012 e adquirido pela J&F Investimentos em 2015, o PicPay busca diversificar ainda mais suas operações. Os irmãos Wesley e Joesley Batista, que controlam mais de 90% dos votos da empresa, superaram desafios relacionados a um escândalo de corrupção que afetou sua reputação no Brasil há cerca de uma década.

Interesse de Investidores e Futuro das Listagens

O interesse na oferta foi reforçado pela participação do fundo Bicycle Capital, que se comprometeu a investir US$ 75 milhões. O IPO, que foi promovido em um momento em que o PicPay havia considerado anteriormente, mas desistido em 2021, foi coordenado por instituições financeiras de peso, como Citigroup, Bank of America e Royal Bank of Canada. Especialistas no setor acreditam que o sucesso dessa listagem pode incentivar outras companhias brasileiras a seguir o mesmo caminho.

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O Cenário do Mercado para Novas Listagens

Após um intervalo de quatro anos sem IPOs significativos, a lista de potenciais estreias pode crescer. Anderson Brito, do UBS BB, mencionou que há expectativas para mais de 10 novas ofertas no Brasil até 2026. Recentemente, a fintech Agibank também protocolou um pedido para ser listada na Nasdaq, seguindo a tendência de sucesso das fintechs brasileiras no exterior.

Desafios e Potenciais do Mercado Interno

Com a taxa básica de juros no Brasil em 15% ao ano, muitos investidores têm demonstrado menor apetite por IPOs na bolsa local, favorecendo a busca por retornos mais consistentes em ações estrangeiras. Mesmo assim, a performance do PicPay nos Estados Unidos pode estimular a reavaliação do mercado brasileiro, potencializando o interesse por grandes transações, especialmente em setores defensivos como infraestrutura.

Considerações Finais

A estreia do PicPay na Nasdaq não apenas representa um marco para a empresa, mas também pode ser um indicativo de uma recuperação no cenário de IPOs para empresas brasileiras. Com a expectativa de um aumento no número de listagens nos próximos anos, o panorama do mercado financeiro pode estar se transformando, gerando novas oportunidades tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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Economia

Expectativas de Corte na Selic Crescem

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O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, em reunião realizada no dia 28 de novembro. Embora essa continuidade já fosse esperada pelo mercado, o destaque da reunião ficou por conta da nova postura adotada pelo comitê em relação à comunicação sobre a política monetária.

Mudança na Comunicação do Copom

O Copom, liderado por Gabriel Galípolo, sinalizou uma mudança significativa em sua comunicação. Diferentemente do passado, quando evitavam especulações sobre a trajetória de juros, agora o comitê sugere que um corte de juros pode ocorrer na próxima reunião, caso não haja pressões contrárias. A inflação, que se mantém no topo do teto da meta, e a expectativa de que o câmbio ajude a controlar as pressões inflacionárias, foram fatores que influenciaram essa nova abordagem.

Reação do Mercado Financeiro

A decisão do Copom teve uma repercussão positiva no mercado financeiro. O último boletim Focus indica que a projeção para a Selic ao final do ano é de 12,15%, e, desde o anúncio, a curva de juros de curto prazo apresentou queda, enquanto a bolsa de valores atingiu novos recordes. Essa reação sugere que os investidores estão otimistas com a possibilidade de corte na taxa de juros.

Perspectivas de Cortes e Análises do Mercado

Diversas instituições financeiras já começaram a ajustar suas expectativas após a decisão do Copom. O Itaú BBA, por exemplo, espera um corte de 25 pontos-base na próxima reunião e projeta que a Selic possa cair para 12,75% ao ano ainda este ano. A XP Investimentos compartilha uma visão semelhante, prevendo cortes consecutivos que poderiam levar a Selic a 12,50%, embora observem que a taxa real ainda se manterá acima da considerada neutra.

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Cautela e Incertezas no Cenário Econômico

Por outro lado, algumas instituições expressam cautela em relação à sinalização do Copom. O Banco Daycoval, por exemplo, alerta que a adoção de uma comunicação clara em um ambiente de alta incerteza pode complicar a reancoragem das expectativas de inflação. Eles destacam que, apesar da melhoria na ancoragem das expectativas, as pressões inflacionárias permanecem, especialmente em setores sensíveis ao ciclo econômico.

Considerações Finais

A sinalização do Banco Central sobre um possível corte na Selic representa uma nova fase na política monetária brasileira. Embora o mercado tenha recebido a decisão com otimismo, a cautela de algumas instituições reflete as complexidades do cenário econômico atual. A divulgação da ata da reunião será fundamental para entender melhor a estratégia do Copom e como ela se alinha com as expectativas de inflação e o crescimento econômico.

Fonte: https://forbes.com.br

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Economia

Dólar atinge menor valor em 20 meses e Ibovespa registra queda

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Na última quinta-feira, 29, o dólar fechou cotado a R$ 5,19, atingindo seu menor nível em 20 meses. O último registro tão baixo ocorreu em maio de 2024, quando a moeda norte-americana valia R$ 5,1539. Essa desvalorização do dólar se deu após a moeda ter alcançado a marca de R$ 5,20 nos dias anteriores, demonstrando uma volatilidade significativa.

Desempenho do Ibovespa

O índice Ibovespa, que já havia registrado oito altas no ano e superou a marca de 184 mil pontos na quarta-feira, também apresentou uma queda notável. Ao final do pregão, o índice foi avaliado em 183.133 pontos, influenciado pela movimentação nas bolsas de Nova York. Apesar de ter alcançado um recorde intradiário, a tendência de baixa foi acentuada nos últimos dias.

Impacto das taxas de juros

As recentes flutuações do dólar e do Ibovespa estão diretamente relacionadas às decisões de política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. O Federal Reserve, banco central dos EUA, decidiu manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Por sua vez, o Banco Central do Brasil optou por manter a Selic em 15% ao ano, mantendo essa taxa pela quinta reunião consecutiva.

Manutenção da Selic pelo Banco Central

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indicou a possibilidade de uma redução na próxima reunião, marcada para março. O comunicado do Copom destaca que, se o cenário econômico se confirmar, a flexibilização da política monetária poderá ser iniciada. No entanto, a instituição reafirma a necessidade de manter uma postura restritiva para garantir a convergência da inflação em direção à meta estabelecida.

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Histórico da Selic

Atualmente, a Selic encontra-se em seu nível mais elevado em quase duas décadas. Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. A decisão recente do Copom já era amplamente aguardada pelos analistas financeiros, que veem a manutenção da taxa como uma medida necessária para controlar a inflação e estabilizar a economia.

Perspectivas futuras

As expectativas para o mercado financeiro permanecem cautelosas. A possibilidade de uma redução na taxa de juros em março poderá influenciar o comportamento do dólar e do Ibovespa, mas a necessidade de um acompanhamento rigoroso da inflação continua a ser uma prioridade. Assim, investidores e analistas permanecem atentos às próximas decisões do Copom e às repercussões das políticas monetárias internacionais.

Fonte: https://jovempan.com.br

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Economia

Ibovespa Alcança Recorde Intradia, Mas Fecha em Queda; Dólar Recua para R$ 5,19

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O Ibovespa (IBOV) alcançou um marco histórico ao registrar um recorde intradia nas primeiras horas de negociação, mas acabou encerrando o dia em queda, refletindo a pressão vinda de Wall Street. Este movimento interrompeu uma sequência de dois dias de alta, levando o principal índice da bolsa brasileira a fechar com uma desvalorização de 0,84%, somando 183.133,75 pontos.

Recorde Intradia e Desempenho do Dólar

Durante o dia, o Ibovespa atingiu a marca de 186.449,75 pontos, representando um aumento de 0,95% e configurando-se como o maior nível intradia já registrado. Essa alta se deu logo após o índice ter superado a barreira dos 185 mil pontos na sessão anterior. Em contrapartida, o dólar à vista (USDBRL) fechou a R$ 5,1936, apresentando uma ligeira queda de 0,25%, o que o posiciona no menor patamar desde maio de 2024.

Impactos do Cenário Econômico Doméstico

No âmbito interno, o mercado reagiu à recente sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, marcando a quinta manutenção consecutiva. Apesar disso, o comunicado do Copom trouxe uma expectativa de que cortes na taxa de juros possam ocorrer na próxima reunião, programada para março, caso o cenário econômico se mantenha favorável.

Expectativas de Flexibilização Monetária

No comunicado, o Comitê destacou que a magnitude e o ritmo dos cortes dependerão da evolução de fatores que assegurem a confiança no cumprimento da meta de inflação. Essa perspectiva de flexibilização monetária impulsionou as expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14,50% em março, conforme indicado na curva de juros futuros.

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Desempenho das Ações e Setores

A queda do Ibovespa foi mitigada pelas ações de grandes empresas, conhecidas como 'pesos-pesados'. A Vale (VALE3) teve uma leve alta, acompanhando a valorização do minério de ferro, que subiu 1,78% na Dalian Commodity Exchange. Os papéis da mineradora continuaram a ser os mais negociados na B3, movimentando mais de R$ 3,5 milhões.

Petrobras e Outras Ações em Alta

A Petrobras (PETR4) também se destacou, anotando sua décima alta consecutiva, com um avanço superior a 1%. O preço do petróleo Brent, referência no mercado, encerrou o dia em alta de 3,29%, alcançando US$ 69,59 por barril. Juntas, as ações de bancos, Vale e Petrobras representam cerca de 50% da composição do Ibovespa.

Cenário no Exterior

No exterior, os índices de Wall Street apresentaram um fechamento misto. As ações da Microsoft enfrentaram uma queda acentuada, intensificando os temores de uma 'bolha de IA', enquanto os investidores também estavam preocupados com a possibilidade de um novo ‘shutdown’ no governo dos Estados Unidos.

Fechamento dos Principais Índices

Os índices fecharam da seguinte maneira: o Dow Jones subiu 0,11%, atingindo 49.071,56 pontos; o S&P 500 caiu 0,13%, somando 6.969,01 pontos; e a Nasdaq registrou uma queda de 0,72%, encerrando a 23.685,12 pontos. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuou 0,23%, enquanto na Ásia, os principais índices fecharam em alta, com o Nikkei japonês subindo 0,03% e o Hang Seng de Hong Kong avançando 0,51%.

Conclusão

Em suma, o dia foi marcado por um desempenho misto nos mercados, com o Ibovespa alcançando um recorde intradia, mas finalizando o pregão em queda. As expectativas sobre a política monetária e o comportamento das grandes ações foram determinantes para o movimento do índice, enquanto o cenário externo também influenciou as decisões dos investidores.

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Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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