Cidades

Mulheres lideram população idosa na Região Metropolitana de Campinas

Mulheres são maioria entre idosos em Campinas, refletindo a feminização do envelhecimento.

Publicado

em

A Região Metropolitana de Campinas reflete uma tendência observada em todo o estado de São Paulo: a predominância feminina entre a população idosa. Segundo dados da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE, para cada 100 mulheres idosas, existem apenas 76 homens na mesma faixa etária. Essa diferença é ainda mais acentuada na área de cobertura da TV TODODIA, onde o Censo de 2022 aponta a presença de 70 mil mulheres idosas a mais do que homens.

Feminização do envelhecimento: um fenômeno em expansão

O conceito de “feminização do envelhecimento” descreve o aumento significativo da presença feminina entre os idosos. Na região de Campinas, mais de 531 mil idosos foram registrados, sendo 301.820 mulheres e 229.248 homens. Em 2025, o estado de São Paulo atingiu 46 milhões de habitantes, com pessoas de 60 anos ou mais representando 17,6% da população, um aumento em relação aos 12,8% de 2012.

Luciana Correia Alves, professora do Departamento de Demografia do IFCH, explica que a maior longevidade feminina está ligada a fatores como menor mortalidade por doenças letais. Contudo, as mulheres enfrentam mais doenças crônicas em idades avançadas.

Impacto na qualidade de vida dos idosos

A longevidade deve ser acompanhada de qualidade de vida, especialmente para as mulheres que são mais propensas a doenças crônicas. A pesquisadora Luciana destaca que viver em áreas com melhores condições socioeconômicas permite maior acesso a atividades físicas e informações de saúde. Em contraste, regiões vulneráveis sem infraestrutura básica podem agravar problemas de saúde.

Publicidade

Além das condições de vida, comportamentos sociais masculinos, como o consumo de álcool e tabaco, contribuem para a mortalidade precoce entre homens, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos.

Desafios e políticas públicas para a população idosa

O analista socioeconômico do IBGE, Jefferson Mariano, ressalta que o aumento da longevidade está ligado à melhoria dos serviços urbanos e ao acesso ao SUS e programas de vacinação. Tais dados devem orientar políticas públicas para atender às necessidades específicas da população idosa.

Luciana Alves enfatiza a importância de políticas setoriais para garantir a qualidade de vida dos idosos. O envelhecimento populacional exige atenção especial dos agentes públicos para desenvolver estratégias que atendam a essa crescente demanda.

Para mais informações, acesse a fonte original.

Fonte: tododia.com.br

Publicidade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

Sair da versão mobile