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Leila Pereira Processa Torcedores por Vandalismo e Difamação na Sede do Palmeiras

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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, anunciou uma ação legal contra torcedores identificados como responsáveis por pichar os muros da sede social do clube. O incidente, ocorrido na madrugada de quarta-feira, 21 de fevereiro, foi desencadeado pela goleada de 4 a 0 sofrida pelo time alviverde para o Novorizontino, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Entre as mensagens de protesto, frases de calão e acusações diretas à gestão da executiva, como “Leila, seu negócio é roubar”, motivaram a decisão de processar os envolvidos por calúnia e difamação.

Medidas Legais e Administrativas do Clube

Diante da gravidade dos atos, a diretoria do Palmeiras, sob a liderança de Leila Pereira, não apenas formalizou as acusações de calúnia e difamação, mas também registrou a ocorrência como crime ambiental de pichação contra edificação ou monumento urbano. Além das vias judiciais, o clube implementará rigorosas sanções administrativas: os torcedores comprovadamente envolvidos serão excluídos do programa de sócio-torcedor Avanti e terão seus CPFs bloqueados no sistema de venda de ingressos para jogos como mandante. A agilidade da resposta do clube também se manifestou na pronta restauração do muro danificado, com as inscrições removidas em poucas horas.

Detalhamento do Vandalismo e Investigação Policial

O ato de vandalismo, que abalou a sede palmeirense, foi meticulosamente registrado por câmeras de segurança localizadas na parte superior do Allianz Parque, na Rua Palestra Itália. As imagens capturaram indivíduos trajando roupas de frio e com rostos encobertos afastando o gradil de proteção da arena para realizar as pichações. Além da acusação direta à presidente, outras mensagens incluíam críticas ao desempenho do elenco e ao trabalho do técnico Abel Ferreira, com frases como “Cadê o planejamento”, “time sem vergonha”, “Abel acabou a magia” e “2025 de novo”.

A Polícia Civil agiu rapidamente na apuração dos fatos. Inicialmente, quatro homens foram identificados como participantes da ação, sendo que um deles possui histórico de envolvimento em episódios de violência entre torcidas organizadas. O trabalho de inteligência da 6ª Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) aprofundou a investigação, constatando a participação de uma quinta pessoa após análise detalhada das imagens. Além disso, foi identificado o veículo utilizado pelos autores na fuga, que se dirigiu à Rua Caraíbas após a aproximação de uma viatura da Polícia Militar, consolidando as provas para as ações legais subsequentes.

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Contexto Esportivo: A Derrota que Acirrou os Ânimos

O estopim para a manifestação de fúria e o consequente vandalismo foi a amarga goleada de 4 a 0 sofrida pelo Palmeiras para o Novorizontino. Esta foi a pior derrota da equipe sob o comando do técnico português Abel Ferreira desde sua chegada em outubro de 2020. O clube alviverde não experimentava um revés por uma diferença de quatro gols há quase 11 anos, o que intensificou o sentimento de frustração entre parte da torcida. A equipe ocupa atualmente a terceira posição no Campeonato Paulista, com nove pontos em quatro jogos, e se prepara para um clássico decisivo contra o São Paulo no próximo sábado, na Arena Barueri, em um cenário de grande pressão e expectativa após os recentes acontecimentos.

A postura firme da presidente Leila Pereira ao processar os responsáveis pelo vandalismo sinaliza um posicionamento claro do Palmeiras contra atos de violência e difamação, buscando coibir comportamentos que transcendem a crítica esportiva e invadem a esfera criminal. O caso reforça o debate sobre os limites da paixão no futebol e as responsabilidades dos torcedores diante das regras de convivência e respeito.

Fonte: https://jovempan.com.br

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