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Justiça absolve dono de bar acusado de homicídio em Hortolândia

Justiça absolve dono de bar acusado de homicídio em Hortolândia após 12 anos de processo.

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A Justiça absolveu Abel Ferreira Fonseca, de 42 anos, do crime de homicídio em um julgamento realizado no Fórum de Hortolândia na última quinta-feira. O caso, que se arrastava desde fevereiro de 2014, envolvia a acusação de que Abel teria matado Francisco Alencar da Silva, de 51 anos, em seu bar e ocultado o corpo.

justica: cenário e impactos

O crime, segundo os autos, ocorreu no bar de Abel, onde Francisco foi supostamente morto a tiros. O corpo da vítima foi encontrado no porta-malas de um veículo abandonado em uma área de pasto, na Rua 23, no bairro Nova Europa. A denúncia inicial também mencionava a utilização de um machado, mas essa informação não se sustentou durante o julgamento.

Contexto do crime e prisão do réu

Quinze dias após o crime, Abel foi preso por posse ilegal de arma de fogo, após a polícia encontrar um revólver em seu bar. Durante o processo, ele alegou que a arma não era a utilizada no homicídio e defendeu sua ação como legítima defesa. Segundo sua versão, Francisco, conhecido como Paraná, teria chegado ao bar armado com uma faca, levando-o a disparar três tiros em sua direção.

Tese de defesa e confissão do réu

Os advogados de Abel, Rafael Lopes de Carvalho e Nelson Ventura Candello, sustentaram a tese de que o réu agiu em legítima defesa, sem intenção de matar. “A única prova era a confissão do nosso cliente, que sempre alegou legítima defesa. Ele foi coeso desde o início, ninguém mais viu os fatos”, afirmou Carvalho. Abel admitiu ter transportado e abandonado o corpo, mas negou ter ateado fogo no veículo e disse ter descartado a arma em um local próximo ao crime.

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Desdobramentos no tribunal

O promotor Pedro dos Reis Campos argumentou pela necessidade de levar o caso a júri popular, citando provas de autoria e materialidade. Inicialmente, o juízo de primeira instância havia pronunciado Abel por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo retirou o agravante, considerando o histórico de desentendimentos entre os dois homens.

Decisão do júri e repercussão

Após um longo processo que se estendeu por 12 anos, o Conselho de Sentença, composto por sete jurados, decidiu pela absolvição de Abel. Para a defesa, a decisão foi tardia. “Ele passou anos com esse peso, sem saber se seria condenado por algo que não teve culpa”, concluiu Carvalho. Com a decisão, Abel Ferreira Fonseca recupera sua liberdade definitiva.

Fonte: tododia.com.br

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