Nesta segunda-feira (2), Ayman Safadi, o principal diplomata da Jordânia, comunicou ao seu colega iraniano, Abbas Araghchi, que o reino não permitirá o uso de seu território ou espaço aéreo para a realização de ataques contra o Irã. A declaração foi feita em um telefonema, conforme informado pelo Ministério das Relações Exteriores da Jordânia.
Compromisso com a Soberania
Safadi enfatizou que a Jordânia não se tornará um campo de batalha em nenhum conflito regional, reforçando sua posição de neutralidade. Ele destacou que o país não aceitará que qualquer parte viole seu espaço aéreo ou comprometa a segurança de seus cidadãos, especialmente em um contexto de crescentes tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Reações da Arábia Saudita
A declaração da Jordânia vem na esteira de uma posição similar expressa pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman. Em uma conversa com o presidente iraniano, ele reafirmou que a Arábia Saudita também não permitirá que seu território seja utilizado para ações militares contra o Irã, evidenciando um movimento para respeitar a soberania iraniana em meio a um clima de tensão na região.
Desdobramentos Diplomáticos
Além das declarações sobre a neutralidade, o presidente iraniano, em um movimento que pode indicar um desejo de diálogo, solicitou a abertura de negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear do Irã. Esse apelo ocorreu após o presidente Donald Trump manifestar otimismo sobre a possibilidade de um acordo que evitasse uma intervenção militar, mostrando um potencial para desescalada nas tensões diplomáticas.
Considerações Finais
Com essas declarações, tanto a Jordânia quanto a Arábia Saudita sinalizam uma postura de não intervenção em relação ao Irã, o que pode ser crucial para a estabilidade na região. A busca por um diálogo construtivo entre as potências e a República Islâmica pode abrir novas possibilidades para a resolução pacífica de conflitos e a promoção da segurança regional.