Gilson Finkelsztain, presidente da B3, expressou otimismo quanto à reabertura do mercado brasileiro para ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) neste ano. Em uma recente coletiva de imprensa, ele destacou que essa retomada será impulsionada principalmente por empresas consolidadas do setor de infraestrutura, que podem realizar operações significativas e bilionárias.
Fatores que Influenciam a Retomada
De acordo com Finkelsztain, o interesse crescente de investidores estrangeiros é um dos fatores que devem facilitar essa reabertura. Ele citou como exemplo o lançamento das ações do banco digital PicPay nos Estados Unidos, que ocorreu no final de janeiro. O CEO observou que a tendência atual é que a maioria das empresas que optam por abrir capital no exterior considere também a disponibilização de um Brazilian Depositary Receipt (BDR) no Brasil.
Expectativas para o Futuro
Finkelsztain acredita que a tendência de abertura de capital fora do Brasil pode mudar, com mais empresas escolhendo o mercado local para suas ofertas. Ele mencionou que, no momento, existem entre 10 e 15 empresas brasileiras preparadas para realizar IPOs ou follow-ons este ano. Além do PicPay, a fintech Agibank também está se preparando para listar suas ações na bolsa de valores americana, tendo recentemente publicado seu prospecto preliminar.
Desafios no Cenário Econômico
Apesar do otimismo, o presidente da B3 destacou os desafios que podem impactar o mercado de IPOs em 2026, como as eleições presidenciais no Brasil e a taxa de juros elevada, atualmente fixada em 15% ao ano. Ele ressaltou que essas condições podem limitar o potencial de ofertas durante o ano eleitoral. Finkelsztain enfatizou que, se as taxas de juros conseguirem cair para um dígito até 2027, isso poderia atrair mais investidores para o mercado de renda variável.
Reflexões sobre IPOs Passados
Ao ser questionado sobre a quantidade de IPOs esperados para 2026, Finkelsztain fez uma brincadeira, mencionando que gostaria de afirmar que nenhum seria realizado, lembrando-se de uma previsão semelhante que não se concretizou em 2020, quando mais de 20 empresas abriram capital. Essa reflexão demonstra a volatilidade e a incerteza que cercam o mercado de ações no Brasil.
A expectativa de um novo ciclo de IPOs representa uma fase de rejuvenescimento para o mercado financeiro brasileiro, trazendo oportunidades tanto para empresas quanto para investidores em um cenário em constante mudança.
Fonte: https://www.infomoney.com.br