Brasil

O caso do cão Orelha: saiba tudo!

Publicado

em

As investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, chegaram a uma conclusão na terça-feira, 3 de outubro. O animal foi agredido na Praia Brava no início de janeiro e acabou falecendo devido aos ferimentos. A Polícia Civil de Santa Catarina, responsável pela apuração do caso, utilizou uma combinação de tecnologia e depoimentos para identificar o responsável pela tragédia.

Métodos de Investigação e Coleta de Provas

Durante as investigações, os agentes analisaram aproximadamente mil horas de gravações de 14 câmeras de segurança. Além disso, ouviram 24 testemunhas e utilizaram um software francês para rastrear a localização do adolescente suspeito no momento do ataque. A apuração foi conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).

O Ataque e as Circunstâncias da Morte do Cão

Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30. Laudos da Polícia Científica revelaram que ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por um chute ou um objeto rígido. Após ser resgatado por populares, o cão não sobreviveu aos ferimentos e faleceu em uma clínica veterinária.

Identificação do Suspeito e Apreensão de Evidências

A Polícia Civil localizou o adolescente responsável pelo ataque, que havia saído de seu condomínio às 5h25 e retornou às 5h58, momento em que foi filmado por câmeras de segurança. Contrariando sua versão de que estava na piscina do condomínio, as imagens e depoimentos confirmaram sua presença fora do local durante o crime. Após a identificação, o jovem viajou para os Estados Unidos no mesmo dia, retornando apenas no final de janeiro.

Publicidade

Reação dos Advogados e Implicações Legais

Os advogados do adolescente, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, emitiram uma nota afirmando que as informações disponíveis são meramente circunstanciais e não provam a culpabilidade do jovem. Além disso, a defesa destacou que ainda não teve acesso completo aos documentos da investigação, alegando que o caso está sendo politizado.

Consequências e Próximos Passos

Diante das evidências coletadas, a Polícia Civil solicitou a internação do adolescente, uma medida equivalente à prisão de um adulto, devido à gravidade do caso. As investigações também resultaram na apreensão de celulares e roupas, incluindo um boné rosa e um moletom que estavam com o jovem no dia do crime. A Polícia Civil informou que a investigação seguiu as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e agora os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário para análise.

Este caso levanta questões importantes sobre a proteção dos animais e a responsabilidade legal dos jovens, além de evidenciar a necessidade de um tratamento cuidadoso e justo em situações que envolvem adolescentes em conflito com a lei.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

Publicidade

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

Sair da versão mobile