Na última quinta-feira, 29, o dólar fechou cotado a R$ 5,19, atingindo seu menor nível em 20 meses. O último registro tão baixo ocorreu em maio de 2024, quando a moeda norte-americana valia R$ 5,1539. Essa desvalorização do dólar se deu após a moeda ter alcançado a marca de R$ 5,20 nos dias anteriores, demonstrando uma volatilidade significativa.
Desempenho do Ibovespa
O índice Ibovespa, que já havia registrado oito altas no ano e superou a marca de 184 mil pontos na quarta-feira, também apresentou uma queda notável. Ao final do pregão, o índice foi avaliado em 183.133 pontos, influenciado pela movimentação nas bolsas de Nova York. Apesar de ter alcançado um recorde intradiário, a tendência de baixa foi acentuada nos últimos dias.
Impacto das taxas de juros
As recentes flutuações do dólar e do Ibovespa estão diretamente relacionadas às decisões de política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. O Federal Reserve, banco central dos EUA, decidiu manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Por sua vez, o Banco Central do Brasil optou por manter a Selic em 15% ao ano, mantendo essa taxa pela quinta reunião consecutiva.
Manutenção da Selic pelo Banco Central
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indicou a possibilidade de uma redução na próxima reunião, marcada para março. O comunicado do Copom destaca que, se o cenário econômico se confirmar, a flexibilização da política monetária poderá ser iniciada. No entanto, a instituição reafirma a necessidade de manter uma postura restritiva para garantir a convergência da inflação em direção à meta estabelecida.
Histórico da Selic
Atualmente, a Selic encontra-se em seu nível mais elevado em quase duas décadas. Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. A decisão recente do Copom já era amplamente aguardada pelos analistas financeiros, que veem a manutenção da taxa como uma medida necessária para controlar a inflação e estabilizar a economia.
Perspectivas futuras
As expectativas para o mercado financeiro permanecem cautelosas. A possibilidade de uma redução na taxa de juros em março poderá influenciar o comportamento do dólar e do Ibovespa, mas a necessidade de um acompanhamento rigoroso da inflação continua a ser uma prioridade. Assim, investidores e analistas permanecem atentos às próximas decisões do Copom e às repercussões das políticas monetárias internacionais.
Fonte: https://jovempan.com.br