O Ibovespa (IBOV) alcançou um marco histórico ao registrar um recorde intradia nas primeiras horas de negociação, mas acabou encerrando o dia em queda, refletindo a pressão vinda de Wall Street. Este movimento interrompeu uma sequência de dois dias de alta, levando o principal índice da bolsa brasileira a fechar com uma desvalorização de 0,84%, somando 183.133,75 pontos.
Recorde Intradia e Desempenho do Dólar
Durante o dia, o Ibovespa atingiu a marca de 186.449,75 pontos, representando um aumento de 0,95% e configurando-se como o maior nível intradia já registrado. Essa alta se deu logo após o índice ter superado a barreira dos 185 mil pontos na sessão anterior. Em contrapartida, o dólar à vista (USDBRL) fechou a R$ 5,1936, apresentando uma ligeira queda de 0,25%, o que o posiciona no menor patamar desde maio de 2024.
Impactos do Cenário Econômico Doméstico
No âmbito interno, o mercado reagiu à recente sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, marcando a quinta manutenção consecutiva. Apesar disso, o comunicado do Copom trouxe uma expectativa de que cortes na taxa de juros possam ocorrer na próxima reunião, programada para março, caso o cenário econômico se mantenha favorável.
Expectativas de Flexibilização Monetária
No comunicado, o Comitê destacou que a magnitude e o ritmo dos cortes dependerão da evolução de fatores que assegurem a confiança no cumprimento da meta de inflação. Essa perspectiva de flexibilização monetária impulsionou as expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual, reduzindo a Selic para 14,50% em março, conforme indicado na curva de juros futuros.
Desempenho das Ações e Setores
A queda do Ibovespa foi mitigada pelas ações de grandes empresas, conhecidas como 'pesos-pesados'. A Vale (VALE3) teve uma leve alta, acompanhando a valorização do minério de ferro, que subiu 1,78% na Dalian Commodity Exchange. Os papéis da mineradora continuaram a ser os mais negociados na B3, movimentando mais de R$ 3,5 milhões.
Petrobras e Outras Ações em Alta
A Petrobras (PETR4) também se destacou, anotando sua décima alta consecutiva, com um avanço superior a 1%. O preço do petróleo Brent, referência no mercado, encerrou o dia em alta de 3,29%, alcançando US$ 69,59 por barril. Juntas, as ações de bancos, Vale e Petrobras representam cerca de 50% da composição do Ibovespa.
Cenário no Exterior
No exterior, os índices de Wall Street apresentaram um fechamento misto. As ações da Microsoft enfrentaram uma queda acentuada, intensificando os temores de uma 'bolha de IA', enquanto os investidores também estavam preocupados com a possibilidade de um novo ‘shutdown’ no governo dos Estados Unidos.
Fechamento dos Principais Índices
Os índices fecharam da seguinte maneira: o Dow Jones subiu 0,11%, atingindo 49.071,56 pontos; o S&P 500 caiu 0,13%, somando 6.969,01 pontos; e a Nasdaq registrou uma queda de 0,72%, encerrando a 23.685,12 pontos. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuou 0,23%, enquanto na Ásia, os principais índices fecharam em alta, com o Nikkei japonês subindo 0,03% e o Hang Seng de Hong Kong avançando 0,51%.
Conclusão
Em suma, o dia foi marcado por um desempenho misto nos mercados, com o Ibovespa alcançando um recorde intradia, mas finalizando o pregão em queda. As expectativas sobre a política monetária e o comportamento das grandes ações foram determinantes para o movimento do índice, enquanto o cenário externo também influenciou as decisões dos investidores.
Fonte: https://www.moneytimes.com.br