A Aluminium Corporation of China (Chinalco) e a mineradora australiana Rio Tinto estão prestes a formalizar um acordo para adquirir a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA). A informação foi revelada por uma fonte próxima ao processo de venda, destacando um movimento significativo no setor de alumínio.
Venda da Participação do Grupo Votorantim
O Grupo Votorantim, que atualmente detém 69% da CBA, está em processo de venda de sua participação. O valor da transação não foi divulgado, e ainda não se sabe qual será a divisão exata das ações entre Chinalco e Rio Tinto. O desfecho dessa negociação pode alterar significativamente o cenário competitivo no setor de alumínio.
Operações e Crescimento da CBA
A CBA é uma empresa que se destaca pela operação de uma cadeia integrada de produção de alumínio. Isso inclui desde a mineração e o refino de bauxita até a fundição e a produção de diversos produtos de alumínio primário. Nos últimos doze meses, o valor das ações da CBA mais que dobrou, elevando sua capitalização de mercado para impressionantes US$ 1,27 bilhão.
Concorrência e Interesses na Aquisição
Além de Chinalco e Rio Tinto, a Emirates Global Aluminium (EGA), uma empresa dos Emirados Árabes Unidos, também demonstrou interesse na aquisição da CBA. A EGA é uma joint venture entre o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, e a Investment Corporation of Dubai. No entanto, as negociações com a EGA não progrediram até o momento, deixando espaço para a concorrência entre as empresas chinesa e australiana.
Silêncio das Empresas Envolvidas
Até agora, tanto o Grupo Votorantim quanto a CBA não comentaram sobre a transação. Por outro lado, Chinalco e Rio Tinto também não responderam às solicitações de comentários feitas pela Reuters. Essa falta de informações oficiais deixa o mercado em expectativa sobre os próximos passos dessa potencial aquisição.
Perspectivas Futuras
O fechamento deste negócio pode ter implicações significativas para o setor de alumínio, não apenas no Brasil, mas em um contexto global. A união entre Chinalco e Rio Tinto com a CBA poderia resultar em uma reestruturação das dinâmicas de mercado, ampliando a capacidade produtiva e gerando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento tecnológico.
Com o cenário em constante evolução, os investidores e analistas aguardam ansiosamente por um anúncio oficial que possa esclarecer os termos da aquisição e as intenções das empresas envolvidas.
Fonte: https://www.infomoney.com.br