Economia

Brasil será protagonista na produção de petróleo da América Latina até 2026, revela Rystad Energy

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Um novo relatório da Rystad Energy, divulgado na quarta-feira (4), aponta que o Brasil se tornará o principal motor do crescimento na produção de petróleo na América Latina até 2026. A expectativa é que o país alcance uma produção superior a 4,2 milhões de barris diários, destacando-se como um player crucial na indústria global de energia.

Fatores que impulsionam o crescimento da produção brasileira

O aumento da produção brasileira está diretamente relacionado à ativação de novas unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSO). Em 2022, a Petrobras implementou três novas plataformas, sendo duas alocadas no campo de Búzios e uma no campo de Mero, ambos reconhecidos como importantes produtores no pré-sal da Bacia de Santos. Além disso, a empresa norueguesa Equinor iniciou suas operações no campo de Bacalhau, também localizado na mesma bacia.

Panorama da produção de petróleo na América Latina

O relatório da Rystad Energy indica que a produção total de petróleo na América Latina deve ultrapassar 8,8 milhões de barris diários em 2023. Esse aumento significará um impulso significativo na oferta fora da Opep+, reforçando a posição da região no mercado global de petróleo.

Desafios e perspectivas para a indústria petrolífera

Embora a América Latina esteja se diversificando em sua produção, o relatório destaca que a Venezuela enfrenta desafios significativos. A análise sugere que o Brasil, a Argentina e a Guiana continuarão a liderar, prevendo que novos projetos na Argentina e na Guiana adicionarão mais de 700 mil barris por dia até 2030, superando a produção venezuelana no longo prazo.

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O futuro da produção venezuelana e suas implicações

A expectativa de que 300 mil barris diários da Venezuela possam ser reintegrados ao mercado levanta questões sobre o investimento futuro na infraestrutura do país, que enfrenta um ambiente de negócios incerto. Radhika Bansal, vice-presidente da Rystad Energy, ressalta que a reestruturação da indústria petrolífera venezuelana será um processo caro e demorado, não influenciando significativamente as estratégias das três principais economias da região.

Viabilidade dos projetos petrolíferos na América Latina

O relatório conclui que os projetos de longo prazo, especialmente os offshore no Brasil, Guiana e Suriname, permanecem viáveis economicamente, mesmo diante das flutuações de preços do petróleo. Com preços de equilíbrio competitivos, a resposta a um potencial retorno do petróleo venezuelano se mostra menos relevante no cenário atual.

A resiliência do campo de Vaca Muerta

O campo de Vaca Muerta, na Argentina, apesar de ser um projeto de shale com um ciclo de produção mais curto, também está se preparando para responder ao possível retorno da produção venezuelana, investindo em novas infraestruturas que garantirão sua resiliência, mesmo durante períodos de baixa nos preços do petróleo.

Assim, a América Latina, com o Brasil à frente, se posiciona como uma força emergente no setor petrolífero, desafiando as dinâmicas tradicionais do mercado e moldando um novo futuro para a produção de energia na região.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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