Economia

Bitcoin: Queda de 9% em Janeiro Levanta Questões sobre o Futuro da Criptomoeda

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O início de 2026 trouxe desafios significativos para o Bitcoin, que enfrenta uma forte pressão vendedora após um ano de 2025 repleto de volatilidade e um fechamento negativo. Embora tenha alcançado uma máxima histórica de US$ 126.199, a incapacidade de manter esse patamar resultou em um movimento corretivo que se intensificou nas últimas semanas, levando o ativo a negociar abaixo da importante faixa psicológica de US$ 80.000.

Análise do Desempenho Recente

Até agora, em janeiro, o Bitcoin já acumula uma queda superior a 9%. Esse cenário reflete não apenas a deterioração no fluxo de compras, mas também um ambiente de maior aversão ao risco entre investidores. No aspecto técnico, o desempenho do ativo se mostra fragilizado, operando abaixo das médias móveis e apresentando uma estrutura de topos e fundos descendentes, o que indica um viés negativo consistente.

Perspectivas Técnicas para o Bitcoin

No curto prazo, a tendência de baixa do Bitcoin é evidente, com o preço pressionado por um fluxo vendedor que se acentuou nos últimos dias. A superação da resistência em US$ 80.734 é crucial para um possível repique técnico. Níveis intermediários de resistência estão estabelecidos em US$ 86.420, enquanto alvos mais altos incluem US$ 91.225 e US$ 97.925. Um movimento de recuperação depende da superação desses patamares.

Cenário de Suporte e Possíveis Perdas

Por outro lado, a continuidade da pressão vendedora poderá se intensificar caso o Bitcoin rompa o suporte entre US$ 74.508 e US$ 68.775. Uma quebra desse nível poderia liberar uma nova onda de vendas, com suportes subsequentes em US$ 65.260 e US$ 58.946. O impacto de uma queda acentuada poderia estender os preços ainda mais, com metas em US$ 52.550 e abaixo.

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Visão de Médio Prazo

Analisando o mercado a médio prazo, a perspectiva para o Bitcoin permanece negativa. A reversão iniciada após a máxima histórica em outubro de 2025 consolidou uma tendência de baixa, evidenciada por uma série de topos e fundos descendentes. O gráfico semanal reforça essa leitura, mostrando que o ativo opera abaixo das médias móveis, indicando a predominância do fluxo vendedor.

Sinais de Reversão Potencial

Embora o Índice de Força Relativa (IFR) indique uma aproximação da região de sobrevenda, sugerindo a possibilidade de um repique técnico, qualquer recuperação substancial exigirá que o Bitcoin supere a resistência em US$ 80.734, com um desafio maior em US$ 97.424. A resistência em níveis mais altos será fundamental para alterar a atual leitura estrutural do gráfico.

Conclusão

Diante do cenário atual, investidores e analistas permanecem atentos aos movimentos do Bitcoin. A queda de mais de 9% em janeiro não apenas ressalta a volatilidade inerente ao ativo, mas também provoca questionamentos sobre o futuro da criptomoeda. Com uma leitura técnica negativa e suporte em risco, a recuperação dependerá de condições de mercado favoráveis e da superação de barreiras significativas de resistência.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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