A realização da Copa do Mundo de 2026, marcada para os Estados Unidos, Canadá e México, está se tornando um foco de crescente tensão internacional. Um movimento de boicote, principalmente em países europeus, está se fortalecendo em resposta a declarações e políticas do presidente Donald Trump, que incluem ameaças de anexação da Groenlândia e restrições a imigrantes. Essa mobilização levanta questões sobre a intersecção entre esporte e política em um contexto global cada vez mais polarizado.
A Petição e a Reação na Holanda
Na Holanda, um jornalista esportivo, Teun van de Keuken, lançou uma petição que já conta com mais de 150 mil assinaturas, pedindo que a seleção nacional se abstenha de participar do torneio. Van de Keuken argumenta que competir sob as atuais circunstâncias políticas dos EUA seria um erro moral. A petição levou a Federação Holandesa de Futebol a se pronunciar sobre o tema, embora a entidade tenha, até o momento, descartado o boicote.
Repercussões na Dinamarca e na Alemanha
A situação é particularmente delicada para a Dinamarca, onde as ameaças de Trump em relação à Groenlândia provocaram reações intensas no Parlamento. O deputado Morgens Jensen, do Partido Social Democrata, sugeriu que uma possível invasão do território tornaria o boicote uma ferramenta diplomática fundamental. As discussões também se estendem à Alemanha, onde Oke Göttlich, vice-presidente da federação, expressou preocupações sobre a Copa se transformar em uma plataforma de propaganda política.
O Encontro das Federações em Budapeste
Recentemente, representantes de 20 federações de futebol europeias se reuniram em Budapeste para discutir a situação. O clima de incerteza e a possibilidade de um boicote conjunto foram temas centrais na agenda. Analistas sugerem que uma ação unificada das seleções poderia não apenas isolar o governo americano, mas também impactar negativamente a reputação da FIFA e de seu presidente, Gianni Infantino.
A História dos Boicotes Esportivos
Historicamente, boicotes em Copas do Mundo são menos comuns do que em Jogos Olímpicos, onde a ausência de diversas nações foi vista durante períodos de conflito, como a Guerra Fria. A FIFA, por sua vez, tem se posicionado em favor da neutralidade, visando a viabilidade comercial do evento. Com o Mundial de 2026 se aproximando, a estabilidade política entre os países participantes e o país-sede se tornará um fator crucial para o sucesso do torneio.
Considerações Finais
À medida que se intensificam os apelos por um boicote à Copa do Mundo de 2026, a relação entre esporte e política se torna cada vez mais evidente. O futuro do torneio pode depender não apenas da infraestrutura, mas também da habilidade diplomática entre as nações envolvidas. A vigilância sobre as ações de Trump e suas implicações para o cenário esportivo global permanece alta, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa situação.
Fonte: https://istoe.com.br