A Universidade de São Paulo (USP), através de sua unidade em Ribeirão Preto, está impulsionando a pesquisa científica com um novo chamado à comunidade. Pesquisadores dedicados buscam ativamente voluntárias para participar de dois estudos distintos e de grande relevância na área da saúde feminina. As iniciativas visam aprofundar o conhecimento sobre o impacto do exercício físico no manejo da enxaqueca e a relação entre a atividade física, a obesidade e parâmetros metabólicos, oferecendo uma oportunidade única para as mulheres contribuírem com avanços médicos e se beneficiarem de acompanhamento especializado.
Pesquisa Pioneira sobre Enxaqueca e Atividade Aeróbica
Um dos focos de investigação é o estudo detalhado dos efeitos da prática de exercícios aeróbicos em mulheres que sofrem de enxaqueca. Esta pesquisa busca compreender como a atividade física pode influenciar a frequência e intensidade das crises, além de outros aspectos relacionados à condição, contribuindo para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas não farmacológicas.
Critérios de Elegibilidade e Protocolo de Estudo
Para integrar este grupo de pesquisa, as candidatas devem ter idade entre 18 e 48 anos, possuir diagnóstico clínico de enxaqueca e apresentar um histórico de, no mínimo, três dias de dor de cabeça por mês. Ao longo do estudo, serão realizadas avaliações abrangentes do sistema sensitivo, da condição física cervical, do equilíbrio corporal e do sistema cardiovascular das participantes. A metodologia da pesquisa divide as voluntárias em dois grupos principais: um que realizará sessões de caminhada supervisionadas em esteira, três vezes por semana, durante quatro meses, complementadas por atividades educativas sobre a dor; e outro que receberá orientações para a prática de exercícios em casa, com acompanhamento profissional via telefone. Serão agendadas duas avaliações, uma no início e outra após quatro meses de intervenção, cada uma com duração de aproximadamente 1h30. A aluna Amanda Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional da FMRP, lidera este estudo sob a orientação da professora Débora Bevilaqua Grossi. Interessadas em participar podem entrar em contato para mais informações ou inscrição através do e-mail dtmcefaleia@fmrp.usp.br ou pelo WhatsApp: (16) 3315-4415.
Abordagem Inovadora no Combate à Obesidade
Paralelamente, outro estudo de vanguarda foca na complexa relação entre exercício físico e obesidade. Esta pesquisa ambiciona investigar os efeitos de uma combinação de exercício físico de alta intensidade, exposição controlada à hipóxia – um ambiente com menor concentração de oxigênio – e a suplementação de taurina, analisando seus impactos em parâmetros metabólicos e mitocondriais que são cruciais para a forma como o corpo produz e utiliza energia, especialmente em indivíduos com obesidade, buscando otimizar intervenções para a saúde metabólica.
Requisitos para Participação e Benefícios Oferecidos
Mulheres entre 20 e 45 anos, diagnosticadas com obesidade grau I, são convidadas a participar, desde que não apresentem doenças associadas à obesidade, como hipertensão arterial, diabetes, resistência à insulina ou distúrbios da tireoide. É fundamental que as candidatas não estejam praticando exercícios físicos nem seguindo uma dieta específica no momento da seleção. Este estudo, previsto para ocorrer entre abril e julho, oferece às voluntárias um acompanhamento profissional completo e gratuito, que inclui sessões de exercício em bicicleta ergométrica, a suplementação com taurina, a exposição monitorada à hipóxia e avaliações detalhadas da composição corporal e de diversos indicadores de saúde. Os treinos e avaliações serão realizados na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, com sessões programadas às segundas, quartas e sextas-feiras, nos horários das 16h ou 17h. A condução é da educadora física Marcela Viliod, do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Metabolismo da FMRP, com a orientação da professora Ellen Cristini de Freitas. Para se candidatar, as interessadas devem preencher um formulário online específico disponibilizado pela equipe de pesquisa.
A participação nestes estudos representa uma valiosa oportunidade não apenas para as voluntárias que buscam melhorias em sua saúde, mas também para o avanço da ciência na compreensão e tratamento de condições que afetam milhões de pessoas. Ao se engajarem, as mulheres contribuem diretamente para a geração de conhecimento que pode levar a novas abordagens terapêuticas e preventivas, solidificando o papel da USP Ribeirão Preto como um centro de excelência em pesquisa e inovação na área da saúde. A comunidade é incentivada a apoiar e participar dessas iniciativas cruciais.
Fonte: https://www.acidadeon.com