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Economia

Tesouro Nacional Intensifica Emissões Externas de Títulos para Fortalecer Presença Internacional

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O Tesouro Nacional anunciou uma estratégia ousada para ampliar sua atuação nos mercados internacionais, conforme revelou o secretário Rogério Ceron em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 28. A proposta inclui um aumento significativo na emissão de títulos da dívida pública externa, visando uma maior presença e frequência nesse cenário.

Objetivos e Metas de Emissão

O plano do Tesouro visa elevar a participação dos títulos cambiais no total da dívida pública para 7% a longo prazo, um aumento considerável em relação aos 3,8% registrados até 2025. Essa mudança reflete a intenção do governo em explorar a liquidez e a demanda robusta por títulos no mercado internacional.

Aumento da Frequência e Volume de Emissões

Durante a apresentação, Ceron destacou que o Tesouro planeja não apenas aumentar a frequência das emissões em dólares, mas também retomar a emissão de títulos em euros, com o objetivo de estabelecer uma curva de referência. Além disso, há planos para lançamentos em iuan, títulos com compromissos sustentáveis e operações de recompra de papéis já existentes.

Expectativas para 2026

O secretário expressou otimismo em relação ao cenário futuro, afirmando que há uma boa probabilidade de que as emissões externas em 2026 ultrapassem os US$ 10,8 bilhões registrados no ano anterior. Esta expectativa é impulsionada pela demanda contínua e crescente por ativos brasileiros no exterior.

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Foco no Mercado Norte-Americano

O mercado norte-americano continuará sendo a principal prioridade para as emissões de títulos. Ceron indicou que as operações em dólares devem ser intensificadas, tanto em termos de volume quanto de frequência, de modo a aproveitar ao máximo o interesse dos investidores americanos.

Conclusão

Com a estratégia delineada, o Tesouro Nacional busca não apenas aumentar sua presença no mercado internacional, mas também diversificar suas fontes de financiamento. A ampliação das emissões externas reflete um movimento estratégico para fortalecer a posição do Brasil no cenário financeiro global, aproveitando a atual demanda por títulos e a liquidez dos mercados.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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Economia

Indicação de Jorge Messias ao STF deve ser enviada por Lula ao Senado em fevereiro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja enviar, em fevereiro, uma mensagem ao Congresso Nacional para formalizar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que essa movimentação ocorrerá assim que os trabalhos legislativos forem retomados após o recesso.

Contexto da Indicação

A decisão de Lula de adiar o envio da indicação no ano anterior deveu-se a resistências manifestadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Alcolumbre havia demonstrado preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga, o que fez com que o governo optasse por aguardar um momento mais favorável para avançar com a indicação de Messias.

Expectativas para a Sabatina

Gleisi Hoffmann expressou otimismo quanto à possibilidade de que a sabatina de Messias seja pautada rapidamente pelo Senado. Embora não tenha fornecido muitos detalhes sobre as conversas entre Lula e Alcolumbre, espera-se que um novo encontro ocorra para discutir o trâmite da indicação, garantindo que o processo avance de maneira eficiente.

Articulação e Desafios

A indicação de Jorge Messias, anunciada por Lula em novembro de 2025 após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, foi estrategicamente postergada. O governo buscou proporcionar mais tempo para que Messias se engajasse em articulações políticas no Senado, onde deverá ser sabatinado antes da aprovação final de sua nomeação. A resistência de senadores, especialmente do Centrão e de Alcolumbre, foi um fator relevante para essa decisão.

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A Estratégia do Governo

A escolha de Jorge Messias para o STF é parte de uma estratégia mais ampla do governo de consolidar nomes de confiança para a Corte, similar às indicações anteriores de Cristiano Zanin e Flávio Dino. Essa abordagem também representa um gesto de Lula em direção à comunidade evangélica, um grupo que, de acordo com pesquisas, apresenta maior rejeição ao presidente, refletindo a busca por uma base de apoio mais ampla.

Conclusão

Em resumo, a indicação de Jorge Messias ao STF, prevista para ser formalizada em fevereiro, está imersa em um contexto de articulações políticas delicadas. A expectativa é que o governo consiga superar as resistências no Senado e avançar com a nomeação, consolidando sua estratégia de compor uma Corte alinhada com suas diretrizes e ampliando seu apoio entre diferentes segmentos da sociedade.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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Economia

Petróleo Tem Alta Impulsionada por Tensão no Irã e Expectativas sobre o Federal Reserve

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Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta nesta quarta-feira, 28 de janeiro, impulsionados por um clima de incerteza no Oriente Médio e pela expectativa em relação à decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Essa combinação de fatores resultou em um aumento nos prêmios de risco associados à commodity, embora a valorização tenha sido moderada pela recuperação do dólar após quedas recentes.

Desempenho do Petróleo no Mercado

O petróleo WTI, para entrega em março, foi negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), apresentando um aumento de 1,31%, alcançando o preço de US$ 63,21 por barril. Por sua vez, o Brent para abril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), registrou uma alta de 1,17%, fechando a US$ 67,37 o barril. Esses valores refletem a tensão crescente na região do Oriente Médio, especialmente em relação ao Irã.

Tensões Geopolíticas e Seus Efeitos no Mercado

O aumento das tensões no Oriente Médio foi acentuado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que mencionou a movimentação de uma ‘grande armada’ naval em direção ao Irã. Ele enfatizou que essa frota é maior do que a enviada para a Venezuela e é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln. Essas declarações foram acompanhadas por comentários do chanceler alemão, Friedrich Merz, que insinuou que o governo iraniano está em seus últimos dias.

Análise dos Especialistas sobre a Situação

Nigel Green, CEO do Grupo deVere, destacou que os mercados de energia tendem a precificar riscos antes que se concretizem. Ele alertou que uma ameaça significativa ao fornecimento de petróleo do Irã poderia desestabilizar rapidamente o equilíbrio global da commodity, levando a variações de preços que poderiam ultrapassar a casa dos dez dólares por barril. Green também reforçou a importância do Irã como um fornecedor crucial, tanto por meio de exportações oficiais quanto de fluxos paralelos.

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Contexto Político e suas Implicações

Em meio a esse cenário tenso, o governo dos EUA também enviou mensagens ao Iraque, sugerindo que a ajuda americana poderá ser cortada caso Nouri al-Maliki seja reeleito como primeiro-ministro. Além disso, a Chevron está pressionando o governo iraquiano a melhorar os termos de retorno relacionados ao campo petrolífero de West Qurna 2, o que poderia influenciar as negociações com a Lukoil, da Rússia.

Dados Recentes sobre Estoques de Petróleo

Os dados mais recentes revelaram que os estoques de petróleo nos Estados Unidos diminuíram em 2,295 milhões de barris na semana encerrada em 23 de janeiro. Essa redução contrasta com as expectativas de analistas, que previam um aumento de 1 milhão de barris, indicando uma possível pressão adicional sobre os preços da commodity.

Conclusão: O Futuro do Mercado de Petróleo

Diante da crescente instabilidade no Oriente Médio e das decisões do Federal Reserve que impactam a economia global, os mercados de petróleo permanecem em um estado de vigilância. As próximas semanas serão cruciais para determinar como esses fatores interagem e afetam os preços, com os investidores atentos a qualquer sinal de escalada nos conflitos ou mudanças nas políticas monetárias.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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Economia

Lula Defende Integração da América Latina em Fórum no Panamá e Alfineta Trump

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Nesta quarta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferiu um discurso significativo no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, que está sendo realizado no Panamá. Este evento, frequentemente comparado ao Fórum Econômico Mundial de Davos, reúne líderes da região para debater questões cruciais sobre desenvolvimento e integração.

A Necessidade de Integração Regional

Durante sua fala, Lula destacou que a América Latina enfrenta um dos seus piores momentos em relação à integração regional. Ele fez um apelo às lideranças presentes para que adotem uma postura mais proativa em promover a união entre os países da região. Segundo ele, a divisão em zonas de influência e as investidas neocoloniais por recursos estratégicos são práticas anacrônicas que retrocedem a história da América Latina.

Tensões Geopolíticas e Fragilidade Regional

O presidente brasileiro também abordou as atuais tensões geopolíticas que afetam a América Latina, mencionando especificamente a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que ocorreu no início deste ano. Essa situação, segundo Lula, expõe a fragilidade da região, que precisa se unir em defesa de seus interesses e soberania.

Histórias de Cooperação com os EUA

Lula não hesitou em recordar períodos em que a cooperação com os Estados Unidos foi benéfica para o desenvolvimento da América Latina e do Caribe. Ele citou a política de boa vizinhança implementada pelo presidente Franklin Roosevelt, que priorizava a diplomacia em detrimento da intervenção militar. Essa abordagem, segundo Lula, poderia servir de modelo para as relações contemporâneas.

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Posição do Brasil sobre o Canal do Panamá

O presidente também reafirmou a posição do Brasil em relação à neutralidade do Canal do Panamá, classificando sua administração como eficiente, segura e não discriminatória. Essa declaração enfatiza a importância estratégica do canal para as relações comerciais e diplomáticas da América Latina.

Fortalecimento de Relações com Economias Emergentes

Em sua fala, Lula expressou a intenção de estreitar laços com países de economias emergentes, não se limitando apenas àquelas da América Latina. Ele mencionou a ampliação dos acordos com a Índia e o México, além da retomada das negociações com o Canadá e o avanço nas relações com os Emirados Árabes Unidos.

Relação com Donald Trump

O discurso de Lula ocorre em um contexto de relação estável com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Recentemente, os dois líderes tiveram uma conversa telefônica que durou cerca de 50 minutos, onde discutiram a situação na Venezuela e a possibilidade do Brasil se integrar ao Conselho da Paz em Gaza, uma iniciativa proposta por Trump.

Conclusão: Um Chamado à Ação

Em suma, o discurso de Lula no Fórum Econômico Internacional reflete a urgência de uma maior integração entre os países da América Latina e do Caribe, em um momento desafiador para a região. Sua mensagem foi clara: é fundamental que as lideranças da América Latina se unam para enfrentar os retrocessos históricos e construir um futuro mais colaborativo e sustentável.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

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