A Associação Atlética Ponte Preta informou ao Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo sua intenção de regularizar parte dos vencimentos de seus jogadores. O clube se comprometeu a quitar um mês dos salários em atraso até a próxima semana, em um movimento que busca aliviar a pressão financeira sobre o elenco e funcionários. A situação é acompanhada de perto pela entidade sindical, que mantém diálogo com a diretoria e os atletas.
Esta promessa de pagamento surge em um momento de grande expectativa e desafios para a Macaca, que enfrenta não apenas dificuldades financeiras, mas também um desempenho esportivo abaixo do esperado nas competições que disputa.
A promessa de regularização dos salários
A comunicação oficial da Ponte Preta ao Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo detalhou a intenção de efetuar o pagamento de uma folha salarial. Embora a data exata não tenha sido especificada, o compromisso é de que a quitação ocorra nos próximos dias. Esta medida surge após um período de intensa expectativa, especialmente porque a quarta-feira (8), quinto dia útil do mês, havia sido estabelecida como prazo para o clube apresentar um posicionamento sobre a regularização parcial dos vencimentos.
A diretoria do clube entrou em contato com a entidade sindical para discutir a situação e assegurar o pagamento de uma das folhas em atraso, informação que já foi repassada ao elenco. A iniciativa visa a amenizar a tensão interna e a garantir um mínimo de estabilidade financeira aos profissionais.
O acompanhamento do Sindicato de Atletas
O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo tem desempenhado um papel ativo na mediação e monitoramento da situação. Em nota divulgada nas redes sociais, a entidade confirmou o contato da diretoria da Ponte Preta e a promessa de pagamento. O sindicato reiterou seu compromisso em acompanhar o caso de perto, mantendo um diálogo constante com todas as partes envolvidas.
A entidade também deixou claro que está pronta para adotar todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento integral dos direitos dos atletas, caso a situação não seja regularizada. Este posicionamento reforça a seriedade com que o sindicato trata a questão, buscando proteger os interesses dos jogadores diante dos desafios financeiros do clube.
Histórico de atrasos e impactos para o clube
Os problemas financeiros da Ponte Preta não são recentes, com atrasos salariais que se estendem desde meados de 2025. Essa instabilidade tem gerado consequências significativas, levando diversos jogadores a deixarem o clube e a buscarem seus direitos na Justiça. Um exemplo notório é o do atacante Bruno Lopes, que reivindica mais de R$ 2 milhões e aguarda a rescisão indireta de seu contrato.
Relatos indicam que alguns atletas receberam apenas três salários desde junho do ano passado, e funcionários ligados ao futebol, assim como administrativos, também enfrentam dificuldades devido à falta de pagamentos. Até o momento, a diretoria da Ponte Preta não se manifestou oficialmente sobre a crise financeira, deixando a comunicação a cargo do sindicato. Para mais informações sobre o clube, acesse ge.globo.com/futebol/times/ponte-preta/.
Desempenho em campo reflete momento delicado
A crise financeira e os atrasos nos salários parecem se refletir diretamente no desempenho da equipe dentro das quatro linhas. A Ponte Preta atravessa uma fase delicada na Série B do Campeonato Brasileiro, onde ainda não conquistou uma vitória e soma apenas um ponto em três jogos, figurando na zona de rebaixamento.
A temporada de 2026, que inclui o Campeonato Paulista, a Copa do Brasil e a Série B, tem sido marcada por resultados negativos. O time acumula dez derrotas e dois empates, com uma única vitória registrada na Copa do Brasil, contra o Guarany de Bagé. A pressão sobre o elenco e a comissão técnica aumenta à medida que o clube busca estabilidade tanto financeira quanto esportiva, em um cenário que exige soluções urgentes para reverter o quadro atual.
Fonte: acidadeon.com