Nesta sexta-feira, 30 de outubro, o cenário corporativo brasileiro é marcado por importantes movimentações, incluindo a aprovação da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Gol, um acordo significativo entre Chinalco e Rio Tinto para a compra da CBA, além do posicionamento da Oncoclínicas em relação a uma medida judicial contra o Banco de Brasília.
Gol (GOLL54) e a Aprovação da OPA
Na noite de quinta-feira, 29 de outubro, a Gol Linhas Aéreas (GOLL54) anunciou que recebeu da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro para sua OPA, que visa o fechamento de capital da empresa. A proposta, que busca simplificar a estrutura e reduzir custos, foi inicialmente apresentada em outubro do ano passado e envolve a incorporação da subsidiária Gol Investment Brasil pela Gol Linhas Aéreas.
A oferta permitirá que os acionistas vendam suas ações preferenciais a R$ 11,45 por lote de 1.000 ações, conforme estipulado no edital da OPA. A negociação ocorrerá em um leilão na B3 programado para 19 de fevereiro de 2026. O comunicado ressaltou que o valor da OPA é superior ao preço justo indicado em avaliação realizada pela Apsis Consultoria.
Acordo da Chinalco e Rio Tinto com a CBA
Outro destaque do dia é o acordo entre a Chinalco, empresa chinesa de alumínio, e a mineradora australiana Rio Tinto, que anunciaram a aquisição da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por R$ 4,7 bilhões. Este movimento abrange a compra de 68,6% das ações da CBA, resultando na formação de uma joint-venture que será controlada majoritariamente pela Chinalco.
A nova joint-venture terá 67% de participação da Chinalco e 33% da Rio Tinto. Além disso, as empresas informaram que uma OPA será lançada para adquirir o restante das ações da CBA. Embora a intenção inicial seja realizar essa oferta simultaneamente ao cancelamento de registro da CBA na bolsa, os termos poderão ser revisados após a finalização da aquisição das participações majoritárias.
Oncoclínicas (ONCO3) e a Medida Judicial
A Oncoclínicas se manifestou após questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a ação judicial movida contra o Banco de Brasília (BRB). A companhia esclareceu que a medida visa proteger seus direitos em relação a fundos de investimento que possuem ações da empresa. A ação, que tramita sob segredo de justiça, busca uma tutela antecipada e ainda não possui um desfecho definido.
A posição da Oncoclínicas surge após reportagens que indicam uma suposta participação do BRB superior a 10% na empresa, após a incorporação de carteiras do Banco Master. A empresa negou informações de que a ação tenha como objetivo alterar a gestão ou governança dos fundos, esclarecendo que busca impedir o banco de fazer alterações indesejadas na administração dos ativos.
Rebaixamento de Rating do Banco de Brasília
Em um contexto mais amplo de instabilidade financeira, a S&P National Ratings rebaixou os ratings de crédito do Banco de Brasília, mantendo a instituição em observação negativa devido a pressões sobre o capital e riscos reputacionais. Os ratings foram cortados de brBBB-/brA-3 para brBB/brB, e permanecem sob CreditWatch negativo.
Esse rebaixamento foi impulsionado pela Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes relacionadas a ativos adquiridos pelo BRB do Banco Master. A S&P alertou que a investigação pode exigir aportes de capital ou venda de ativos para cobrir possíveis perdas, o que impactaria significativamente o capital regulatório da instituição.
Conclusão
Os eventos desta sexta-feira refletem um panorama dinâmico no setor corporativo brasileiro, com movimentações significativas na Gol, CBA e Oncoclínicas. A OPA da Gol marca uma etapa importante para a companhia, enquanto o acordo entre Chinalco e Rio Tinto representa um avanço no setor de alumínio. Por outro lado, a Oncoclínicas e o Banco de Brasília enfrentam desafios legais e reputacionais que exigem atenção contínua do mercado e dos investidores.
Fonte: https://www.moneytimes.com.br